sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Equidade de gênero no MinC

Em visita à Caixa Economica Federal, tomei contato com um programa, implementado de maneira pioneira por eles, denominado "Programa Pró-Equidade de Gênero". Trata-se de uma iniciativa da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres em parceria com o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Há 2 anos, quando entrei no Ministério da Cultura através de concurso público, encontrei nesta instituição um desequilibrio evidente na ocupação dos cargos mais altos do Ministério. ABSOLUTAMENTE TODOS os secretários e presidentes de vinculadas eram homens, situação que classifico como extremamente grave uma vez que aponta para um processo claro de discriminação.
Tal situação é ainda mais inaceitável quando levamos em consideração o grande número de mulheres inscritas em cursos de mestrado e doutorado nas principais universidades públicas e que configura a existência de um significativo contingente de profissionais altamente qualificadas.
A falta de acesso das mulheres aos cargos de direção no MinC produz um desconcertante paradoxo quando confrontamos este quadro com os insistentes discursos do Ministério na defesa da diversidade e da igualdade de gêneros nas políticas públicas de cultura.
É chegada a hora de corrigirmos esta distorção. Por isso, peço que o Ministério da Cultura assine o termo de adesão ao Programa Pró-equidade de Gênero com vistas a obtenção do selo "pró-equidade de gênero".
O compartilhamento do poder entre homens e mulheres produz maior riqueza e produtividade nos processos de formulação e decisão das políticas públicas e é um dos principais caminhos para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e pacífica.

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